quinta-feira, 24 de abril de 2014

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 4 - Polana Shopping Center & breakfast at Caffettissimo

 
Querida Sofia,
Tínhamos um compromisso no primeiro dia em Maputo – o sábado – e tínhamos uma janela de uma horinha para tomar o pequeno-almoço antes das obrigações. Fomos ao Polana Shopping Center, e elegemos o restaurante Caffettissimo para comer alguma coisa. Não sou fã de centros comerciais, mas foi bom entrar, sobretudo para – de novo – comparar com o que temos em Luanda. Este shopping center é bastante limpo, com cores claras e pequenas lojas (não entrei em nenhuma). Aproveitamos também para trocar dinheiro. Vi muito pouco movimento e reconheci uma marca que também temos em Angola, o Banco Millennium, que em Moçambique é Millennium BIM (FYI, em Angola é Millennium Angola e, se não me engano, em Portugal é Millennium BCP). Marcou-me ver quase as mesmas montras que em Angola. A isso se chama uma marca coerente e forte (Marketeer, sai de mim).
 
Quanto ao Caffettissimo, também estava vazio e fomos muito rapidamente atendidos. O gerente era italiano e a televisão estava ligada na RAI internacional (nada a ver, mas odeio não gosto de restaurantes com TV). A menina que nos atendeu era muito simpática, mas era necessário repetir várias vezes a mesma coisa para ela compreender (será que o sotaque Angolano não a ajudava?). Até tive de ser eu a sugerir que ela fosse buscar papel para apontar o nosso pedido (Luanda Nightlife, sai de mim). Comi um pequeno-almoço inglês típico, não estivéssemos nós no Commonwealth. Pedi também um bolo de chocolate ENORME, mas foi por gula, comi apenas uma colher e deixei de lado.
 
Não sei se recomendo este restaurante: a não ser que estejam na mesma situação que nós e tenham um compromisso perto, não recomendo comer nunca num centro comercial quando estão a “turismar”.

Todas as fotos após a tradução.

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 3 - Maputo VS Luanda

 
Querida Sofia,
Assim que aterrei em Maputo comecei a comparar a cidade com Luanda. Era impossível não fazer esse exercício, são ambas cidades lusófonas, capitais de estado e Africanas. Tinha de haver similitudes. E havia sim. Ambas cidades seguem uma mesma construção colonial, os prédios construídos há 40, 50 anos (ou mais) ainda estão de pé e aliam-se tão bem quanto mal a uma paisagem com prédios mais modernos. Maputo é mais verde, é mais calma, as estradas são mais largas, tem menos carros que Luanda. Mas é menos moderna. Em Luanda vêm-se prédios acabados de construir com prédios antigos, numa desorganização que o crescimento do país impõe. A poeira é mais predominante em Luanda, mas as estradas esburacadas, o lixo nas ruas… é um pouco comum às duas cidades.
 
Todas as fotos após a tradução.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 2 - Restaurant Zambi

 
Querida Sofia,
Pedi algumas dicas sobre Maputo durante a minha viagem no Facebook e no Instagram e um dos nomes mais recomendados foi o restaurante Zambi. Agradeço muito pois foi uma bela escolha! Apesar de ter ouvido de locais que o espaço já teve melhores dias, e que o serviço e comida ao almoço é melhor que ao jantar, achei o espaço agradável (apesar do pé direito enorme que lhe confere um arzinho de cantina), a comida boa (e barata, quando comparo com Luanda!!!) e a sangria de espumante com maracujá foi A. MELHOR. COISA. QUE. BEBI. EM. VINTE E SETE. ANOS. DE VIDA! A sério. Vale completamente a pena ir comer ao Zambi!
 
Todas as fotos após a tradução.
 

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 1


Querida Sofia,
Como disse nesta carta escrita às pressas no meu telefone, fui passar o fim-de-semana fora de Luanda. O meu destino de eleição foi Maputo, em Moçambique. Dizem que é necessário conhecer um destino diferente todos os anos. O ano passado, foi Washington e Atlanta, e este ano, o objectivo é ir mais a Oriente, mais a Leste e conhecer melhor África e o Oceano Índico (deixo aqui uma pista para um futuro destino, dentro de alguns meses). Voar de Luanda até Maputo foi fácil. Poderia ter tomado um voo directo, com a LAM, mas… isto aconteceu muito recentemente… e como o destino funciona BEM, o voo da SAA que escolhi de Joanesburgo até Maputo era justamente operado pela LAM! Lá entrei, pela primeira vez, num EMBRAER. Já tinha andado de Airbus, de Boeing e de Antonov então só faltava mesmo esse avião, dos comerciais. O voo durou apenas 40 minutos (com toda a turbulência do mundo) e ainda bem, porque não tinha espaço para as pernas de tão pequeno e apertado que era o avião. Mas o importante é que cheguei inteira para um fim-de-semana cheio de descobertas. Estou realmente a tornar-me mais Africana. Esta viagem será o tema das próximas cartas.

Todas as fotos após a tradução.
 

domingo, 20 de abril de 2014

New York in 7 photos


Uma TV numa bomba de gasoline - A TV in a gas station

Manhã de preguiça com as sobrinhas - lazy morning with the nieces

Lexington Avenue

Lexington Avenue


Interior da Trump Tower, Fifth Avenue
 
The USA in Jeans, at GAP Soho
 

sábado, 19 de abril de 2014

Manhattan Bridge

 
Querida Sofia,
Menos conhecida que a sua vizinha Brooklyn Bridge, a Manhattan Bridge também tem o seu encanto, que consegui fotografar rapidamente nesta viagem. Conecta Manhattan (pela Canal St.) a Brooklyn. Entretanto, li esta semana nas notícias que esta famosa ponta é a casa de muitos sem tecto. Afinal a desgraça humana é real e a frase “dormir por baixo da ponte” não é apenas uma expressão.
 
Dear Sophie,
This bridge is a little less known than its sister Brooklyn Bridge, but the Manhattan Bridge can also be nice-looking. I took the opportunity to photograph it during this trip. It connects Lower Manhattan, by Canal Street, to Brooklyn. In the meantime, I have read this week that some people have started to sleep there daily… it’s incredible how the (in)human disgrace continues all over the world.






 

(Be right back)

Tenho alguns posts agendados para o fim-de-semana, entretanto volto 3a ao blog. Podes, como sempre, seguir a minha viagem no Facebook do blog, link na barra superior. Já falamos! 

I have a few posts scheduled for the weekend and will be back to blogging on tuesday. In the meantime, you can always follow my trip on Facebook, link in the upper tab. Talk to you soon! 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Easter Weekend ✈️

Querida Sofia, 
Segundo fim-de-semana prolongado de Abril e não me apeteceu ficar em Luanda. 

Dear Sophie, This is our second long weekend this month and I just didn't want to stay in Luanda. 

 
Muitos voos a partir à mesma hora para o nosso aeroporto internacional que é tão pequenino: Cidade do Cabo, Lisboa, São Paulo, Joanesburgo e Windhoek. 

So many flights leaving in the same window for such a small airport: Cape Town, Lisbon, São Paulo, Johannesburg and Windhoek. 

 

Luxo: ter espaço para as pernas assim, na Classe Económica.  
Having such space for one's legs is a luxury - worry not, am travelling coach. 

Mas Johannesburg não é o destino final,  é uma etapa. Até já! 
But Johannesburg isn't the final destination, it's just one stop. See you soon! 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A Teoria da Solidariedade Relativa | The Theoretical Solidarity of the Human Being

Querida Sofia,
Isto poderia fazer parte de uma carta do tipo “Pessoas que me enervam” ou “Não tenho paciência para”, mas o tema é maior. Não tenho mínima paciência pelas pessoas TEORICAMENTE solidárias. São pessoas que dizem querer fazer muito pelos direitos humanos, pelas pessoas, ajudar no futuro da nação, um dia, no futuro, quando tiverem meios, mas que HOJE, concretamente, não fazem nada. Não doam do seu tempo, não doam dinheiro, não pesquisam notícias sobre o mundo, não se informam quanto às ONG locais (ou associações), não cultivam um network solidário, nada. Mas nas conversas, nos cocktails, nos jantares, é sempre a mesma história “quando eu tiver dinheiro, vou fazer mundos. E fundos. Vou ajudar. É importante ajudar”. Finjo que não as oiço, porque são sempre o mesmo tipo de pessoas. Gostam de achar-se solidárias. Gostam que a sociedade ache que são solidárias. Mas não mexem um dedo por isso, é apenas teoria. Uma teoria para o inglês ver.
 
Sou bastante sincera quanto a este tema: não tenho vocação para ajudar no terreno. Já estive confrontada, tanto em Angola como no estrangeiro, a situações onde tinha de participar em acções solidárias, e não me senti nada confortável. Claro, senti-me melhor mais tarde, no final dos eventos, mas NÃO É A MINHA PRAIA.
 
Participei de um evento num hospital de crianças em estado terminal no sul de França, e até hoje não esqueço das suas carinhas, acamadas, desfiguradas, carecas, magras. Lembro-me que sorriam ou tentavam sorrir com a peça de teatro que apresentámos, mas lembro-me também de não ter gostado de ali estar e do quanto chorei depois do nosso evento terminar. Cozinhei e distribui comida e cestas básicas durante um dia numa associação no Porto, há muitos anos. Vi pessoas muito humildes, toxicodependentes, pessoas que não tomavam banho há semanas porque não tinham onde fazê-lo, crianças… no final desse dia, chorei demais, porque apesar do sentimento de ter contribuído com míseras horas, sentia-me miserável e culpada de não ser eu a precisar de ajuda.
 
Há muitos anos também, fui a um centro de próteses aqui nos arredores de Luanda, onde víamos como eram feitas as próteses para substituir membros superiores e inferiores para as vítimas das minas terrestres. E houve um momento da visita em que fomos para uma sala conversar com médicos e mutilados e nunca vou esquecer que assim que lá entrei, desmaiei. Como a minha memória não me falha, lembro-me perfeitamente de todos corpos destroçados que vi, e ao acordar do desmaio, desatei a chorar de novo.
 
Então é assim: choro porque sou privilegiada, mas acho uma falta de respeito da minha parte chorar à frente das pessoas que estão REALMENTE a sofrer. Eles estão a viver aquela vida dura. Eu não. Apenas estou a ser confrontada com a situação delas por uns minutos. E não aguento? Não. Não fui feita para isso. É apenas isso. Foi difícil assumir? Talvez. Mas não fui feita para estar no terreno e ajudar as pessoas directamente. Pronto.
 
As pessoas dizem que essas senhoras que casam com príncipes no mundo têm a vida boa porque só viajam e vestem roupas caras e não fazem nada. Mas todas as visitas a hospitais e a países em situação perigosa que fazem, abraçam as pessoas doentes e/ou feridas, e ficam ali a conversar com elas… que tenha partido delas ou seja apenas uma obrigação que vem com o cargo que ocupam, acredita, admiro muito isso. Tanto da parte delas (que vejo nos meios) quanto da parte das pessoas que o fazem todos os dias, apenas não têm camaras a registar o momento para o mundo inteiro ver.
 
Há alguns anos, a minha mãe fazia questão de ir anualmente (ou mais vezes por ano) até o Moxico, com a Igreja, e levava a minha irmã mais velha. A minha mãe nunca me convidou e eu nunca teria aceitado de qualquer maneira. O Moxico é uma das maiores províncias de Angola e também a mais pobre. Elas lá lidavam com pessoas numa pobreza extrema, pessoas doentes, pessoas sem condições de vida humanas, crianças que eram antigos soldados e os soldados adultos, com quem também não é muito fácil lidar. Em outros países do mundo, existe PTSD (post-traumatic stress disorder). Aqui em Angola há o “estás vivo? Então tens de (sobre)viver e nada de lamentar-se”. Eu não sou o tipo de pessoa que irá fazer essas viagens. Não quero. Eu sou o tipo de pessoa que baixa a cara ou diz um severo “não” quando miúdos e mutilados e cegos batem no meu vidro para obter algum dinheiro da minha parte. Pedem 100 Kwanzas (= 1 USD = 0,75 EUR) para comer pão e não dou. Já aconteceu dar, mas é raro. Não dou. Não gosto de dar esmola. Já tentei duas vezes o seguinte: “não tenho dinheiro, mas comprei pão agora, quer pão?” e gritam comigo. Da última vez, em Dezembro, o miúdo que me pedia pão tentou agredir-me forçando a porta do carro. Isto porque querem lá saber do meu pão, querem é “o dinheiro para comprar pão”. Será que vão comprar pão? Acho que não. É apenas uma expressão “madrinha, dá lá só 100 Kwanzas p’ra comprar pão”, mas fazem outras coisas com ele, que devem achar necessárias para a sua sobrevivência. Mas dar-lhes dinheiro na mão… faz-me tanta confusão.
 
Lembro-me deste episódio que relatei de Washington, D.C., onde dei um café grande e quente a um senhor da rua. Não sei como explicar, mas acho que dar comida fresca é um gesto tão mais pessoal e realmente solidário… Adiante.
 
Revi este vídeo que tanto mudou a minha vida este fim-de-semana. E como diz a Princesa Mabel, há várias maneiras de ajudar. Há quem ajude com o seu trabalho (remunerado ou não), há quem ajude com horas de voluntariado, há quem ajude graças à sua influência ou poder político, há quem ajude com doações em comida ou outros bens e há quem ajude financeiramente. E como disse acima, eu sei que não quero dar horas de voluntariado, porque não é o meu estilo e não quero fingir que seja para agradar os outros. Gosto de tudo o que seja mais “back stage” e menos “on the field”. Gosto de tudo o que seja arrecadação de fundos, envio de bens, organização de eventos em prol de uma justa causa e acredito e MUITO em doações, tanto pessoais quanto de maneira institucional. Fico, por isso, devastada, quando oiço que fundos e bens doados vão parar às mãos erradas, mas isso é outra história.
 
Então vou continuar a fazer o que posso, o que sei que posso fazer, e ao mesmo tempo, o que gosto de fazer. E estou a marimbar-me se as pessoas acharem que sou maldosa por assumir esta posição, porque não digo oficialmente que quero dar do meu tempo a visitar hospitais, confortar pessoas. Não vou esperar ser rica e famosa (argh) para fazer o que quer que seja. Vou fazer as coisas sempre no meu canto, na medida das minhas possibilidades e dentro dos meus limites. Temos de ter um pouco de tudo nesta vida. E a pessoa que consegue ir ao terreno, e que admiro por isso, precisa de pessoas que estão por trás para ajudar a financiar e mover sensibilidades e fundos. Mas o que não precisamos, o que ninguém precisa, é dessas pessoas que prometem e declaram que vão fazer muito, mas na realidade, não vão fazer absolutamente NADA.
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Burgers in New York @ Burger Heaven

 
Querida Sofia,
Não é tão bom quanto o Soho Park, mas valeu pelo gasto. Entre algumas compras e uma ida ao ballet, passamos pelo Burger Heaven na 53rd Street. O Burger Heaven é uma rede de diners presente em vários pontos da cidade. Pedimos burgers e claro que não podia faltar um grande milkshake. Não sei se recomendo este lugar (por exemplo: as batatas não estavam fresquinhas, feitas em oleo novo...), mas é um dos preferidos de alguns Nova Iorquinos que conheço. Eles lá sabem!
 
Burger Heaven
9 E 53rd Street
New York
Veja outras localizações aqui
 
Todas as fotos após a tradução.
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Burgers in New York @ Soho Park in Prince Street

The Crosby Hotel
 
Querida Sofia,
Não como hambúrgueres não caseiros, mas Nova Iorque faz com que eu deixe isso de lado. Nas próximas cartas, mostrar-te-ei o porquê (e não, NUNCA entrei num McDonalds nos Estados Unidos, então não vamos por aí). Depois da dedicatória dos bloggers do Young House Love, fomos comer pertinho do Crosby Hotel, no restaurante Soho Park. A Jas tem o incrível condão de levar-me a lugares baratos com comida absolutamente deliciosa. O Soho Park é uma hamburgueria, com buns fresquinhos, carne fresca, chá gelado fresco, molhos frescos… como uma comida tão genuína assim faz falta em Luanda. Recomendo completamente o Soho Park, pelos hambúrgueres, pelos preços e também pela decoração pois foi instalada: um verdadeiro parque interior!
 
Soho Park
62 Prince Street
New York
 
Todas as fotos após a tradução.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

The Hybrid Beverage

Querida Sofia,
Adoro embalagens originais. E adoro passear por supermercados. Nada como combinar os dois e deparar com uma comida ou bebida embalada de maneira diferente. Esta água com gás com sabor de manga chamou toda a minha atenção. Metade lata, metade garrafa. O sabor? Nada de mais. Da África do Sul, à venda aqui em Luanda no Food Lover’s Market no Morro Bento/Talatona.
 
Dear Sophie,
You know I dig cool and original packagings. And I love supermarkets. Nothing like combining the best of both worlds. I just loving stumbling upon something unique. This mango flavoured sparkling water caught all my attention: it’s half a bottle, half a can. The taste is not memorable though. It’s from South Africa and can be found at Food Lover’s Market at Morro Bento/Talatona.



Washington Square Park | Shopping in Soho | Young House Love



Querida Sofia,
Um dos meus lugares preferidos de Nova Iorque é o Washington Square Park. Tenho lá memórias tão duras, que não voltei agora em 2014. Mas passei rapidamente em 2013, enquanto ia a pé até o Soho para um passeio entre galerias de arte, lojas e a caminho de uma dedicatória. Não sei se tiveste a ocasião de ver o curto TV Show Gallery Girls da Bravo TV, mas fazia bastante publicidade a estas galerias (mas não cruzei com nenhuma das meninas).
 
Encontrei-me com a minha amiga Jas que não via há uns bons meses desde Paris e fomos à dedicatória do primeiro livro dos bloggers de Young House Love, John e Sherry Petersik, na loja FLOR. Não era grande fã, mas lá afrontei a enorme fila para ter um livro dedicado para a minha irmã, que gosta muito deles. Desde então, mudei de casa e já folheei o livro e o blog para encontrar algumas dicas interessantes, que se adequam bastante (ou nada) com as possibilidades de decoração aqui em Luanda (felizmente já temos, desde então, o Kinda Home!).
 
Também no Soho, passei na loja de sapatos italianos Avitto e comprei as minhas primeiras Mary Janes da marca Donna Più. Um ano depois, posso dizer que continua a ser um dos meus melhores investimentos!
Todas as fotos após a tradução.
 

domingo, 13 de abril de 2014

Kudlalwangabantu

 
Querida Sofia,
Sei que perde um pouco da sua autenticidade, mas pela falta de tempo que me assola, tenho começado a criar a rotina de escrever todas as minhas cartas para ti no final de Domingo e ir agendado para seguir ao longo da semana. Nem sempre com sucesso, mas lá tento. E para ajudar-me a escrever e editar tantas fotos (prepara-te, que vêm aí cartas de viagens MUITO PESADAS), nada como ouvir música bem alto para me inspirar. A música de hoje, que acabei de descobrir por acidente, é dos AUX CABLE feat. SAN MFUSI – Kudlalwangabantu. Agora diz isso rapidamente, consegues? É mais uma música da África do Sul. Estou com saudades desse país, dá para sentir? Espero que gostes.

 
Dear Sophie,
I know it lacks a bit of authenticity to say this, but as I have no time to even breathe during the week, I take my Sunday afternoons to write you several letters that I schedule to send throughout the week. I don’t always manage to do this, but believe me, I try hard. And to help me power through so many words and photos to edit (beware, there are letters FILLED WITH HUNDREDS of pictures from my trips coming up), there is nothing more inspiring than listening to music really loud. Today’s music, that I just discovered by mistake, is from AUX CABLE feat. SAN MFUSI: Kudlawlangabantu. Dare to repeat this name quickly? This is also a band from South Africa. I miss that country a lot, have you noticed? Hope you enjoy it!

This is Angola #8

 
Visto na Ilha de Luanda. O M U L E T.

sábado, 12 de abril de 2014

Ælitis' Revue de Presse #10

Querida Sofia,
Este foi o melhor artigo que li esta a semana. Sou sempre a favor de mulheres que se aceitam tal como elas são e transmitam isso ao mundo inteiro. Boa, Man Repeller!
 
Dear Sophie,
This was the best blog post I have read this week. I condone women who accept themselves as they are and get that out there. Go Man Repeller!

Clinique-addict: Moisture Surge Extended Thirst Relief

Querida Sofia,
Recebi três exemplares deste creme (e MUITOS outros) como oferta pela compra de produtos Clinique e… nunca tinha “provado” um creme tão bom. A textura é incrível, sinto como se estive a por ouro (ou uma hidratação em ouro, pronto) junto da pele, que depois fica logo aveludada. A próxima vez que me apanhar no duty free de um aeroporto, não vou pensar duas vezes: vou comprar um quilo disto!
 
#naosounadaexagerada
 
Dear Sophie,
To thank me for my purchase of several Clinique products, Clinique offered me three samples of this moisturizing cream (and many other things I will show you on other posts). Never had I tasted such a delicious cream…! No, I didn’t actually taste it, but you know what I mean. The texture is absolutely incredible, as if I were putting gold directly on my skin. A moisturized kind of gold. My skin feels like a velvety peach after applying some. Believe me: next time I am at an airport’s duty free shop, I will not think twice, I will be buying a kilo of this product!
 
#notexaggerating

sexta-feira, 11 de abril de 2014

WiWtW: What I Wore This Week - Part XVIII: The Remix Week

 
Querida Sofia,
Dois WiWtW esta semana? Pois… na verdade, este artigo estava atrasado de alguns dias, dai ter dois esta semana. Esta semana que passou foi uma semana banal: trabalho, reuniões, um velório (não tirei foto da roupa de velório…). Vais começar a ver cada vez mais roupas repetidas, mas em diferentes combinações. Zelo por não ter um guarda-roupa enorme, acho que é preciso ter algumas peças chave e ir sempre conjugando com peças diferentes. Assim tira-se o máximo de proveito de tudo o que comprámos!
 
Todas as fotos da semana após a tradução.
 

Mi Casa - Turn You On

 

Querida Sofia,
Já aqui mencionei que amo a África do Sul, mas nunca é demais. AMO a África do Sul. Sou apaixonada pelas suas paisagens, sinto fascínio pela sua incrivelmente rica história, fico fora de mim com a sua política e dou quase sempre preferência aos produtos Sul-africanos quando os encontro no supermercado. Passei muitos anos da minha infância/adolescência por lá e gostaria de lá ir com mais frequência. Mas… como preciso de visto para entrar no território Sul Africano, e eles não são muito simpáticos quanto à entrada de Sul-africanos no seu solo, fica um pouco difícil. Como mantenho a RSA perto do meu coração: também graças à música. Há mais ou menos 15 meses – partilhei primeiro no Instagram - que sou absolutamente obcecada pela banda Mi Casa e todas as suas músicas. Nos próximos dias, irei partilhar as minhas músicas preferidas desta banda, dos álbuns MiCasa Music (2011) e Su Casa (2013). Ah… não fiques surpreendida por ouvir um pouco de português nas músicas: o vocalista JSomething é Luso-Sul-Africano.
 
Dear Sophie,
I have already mentioned here before, but it’s never enough: I love South Africa. I love their landscapes, am fascinated by their incredibly rich history, am mad about their politics and just adore and favour their products whenever I can in the Angolan supermarkets. I have spent several years of my childhood there and wish I’d go oftener. Yet… It’s a bit hard because I need a VISA to enter RSA and their rules make frequent visits a bit tough. So, other than groceries, there is another way I can have a bit more of South Africa close to me: through music. It’s been more or less 15 months I am deliciously obsessed with South African band Mi Casa and ALL their songs. For the next few days, I am going to share my favourite tunes from their albums MiCasa Music (2011) and Su Casa (2013). Also, don’t be surprised if you listen to some Portuguese in the tracks. Jsomething, the lead singer, is both Portuguese and South African.
 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quinoa.

 
Querida Sofia,
E depois duma carta a falar sobre o meu peso, que tal falar sobre… comida? Já aqui declamei diversas vezes o meu amor por quinoa. É das poucas comidas que não me importo de carregar na mala quando viajo para lugares onde existe. Para fazer render “o peixe”, misturei um mix de quinoa à italiana que comprei nos Estados Unidos em 2013 com um pacote de quinoa simples que comprei aqui em Luanda. Pena que esta a fotografia não faz jus ao incrível sabor desta semente absolutamente divina. Misturei com lascas de porco salteadas em soja + comi com uma salada de mesclun temperada com vinagre balsâmico e sementes de sésamo. Poderia comer isto todos os dias.
 
Mais fotos após a tradução.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

The Girl Who Weighed The Tenth of a Ton

Querida Sofia,
Tenho oscilado entre os 85 e 87 quilos nas últimas semanas, mas é mais ou menos o meu peso desde que cheguei a Luanda. Estive todo 2012 com 88-89 e em Setembro 2013 tinha atingido os 93. Nunca fui além dos 93, mas estava lá. Desde Setembro vivi algumas situações de stress, e adicionando algumas alterações na minha vida em Janeiro, fizeram com perdesse que 7-8 quilos de maneira quase brusca. Não é orgulho para ninguém no mundo, sobretudo para uma mulher, dizer que tem perto de 100 quilos. Sobretudo que baseei grande parte deste blog – e doutro – a falar sobre uma grande perda de peso do meu passado (lembras-te que já tive 69 quilos e um arzinho de doente?). Infelizmente, nunca tive muita estrutura para manter as minhas perdas de peso por muito tempo, sou muito gulosa, agora também como profissionalmente e refugio-me bastante em comidas que me incham como uma baleia.
 
Depois de vinte e cinco anos a lidar diariamente com franceses, foi ao chegar a Angola que me dei conta do quanto eu tinha uma visão também um tanto quanto deturpada do meu corpo. Quando eu tinha 12 anos, e já tinha 1,76cm (entretanto, cresci mais 3, para que conste, porque a minha altura + ser ulótrica, é tudo para mim), fui à visita médica da escola e pesada 59 quilos. As minhas colegas, brancas, sem formas e bem mais pequenas, pesavam perto de 40-45 quilos. A médica, francesa e branca, disse-me que eu estava acima do peso. Sim, se me comparasse com as outras colegas caucasianas, eu tinha perto de 20 quilos a mais. Mas para a minha altura? Para a minha etnicidade? Para as curvas que eu já tinha na época (não tinha peito, mas o resto, senhor, não há Khloé Kardashians suficientes no mundo…) eu tinha um corpo perfeito. Mas foi o início do fim. O início de um desamor tremendo por mim, uma procura de um peso que nunca poderia atingir, na busca de uma pessoa que eu nunca seria. No fundo, já tínhamos falado sobre o assunto aqui: Sou uma Jennifer Lopez num mundo de Victoria Beckhams.
 
Pouco importa o país, a etnicidade, a cultura, eu estou hoje acima do peso. Sim, poderia perder mais uns 5 quilos e estaria dentro de um índice dito normal. Mas juro por tudo quanto é mais real na minha vida: nunca me senti tão bem comigo mesma. Gosto do que vejo ao espelho. Gosto de mim, assim mesmo como eu sou. Se não fosse o caso, não poderia fazer uma rúbrica na qual exponho semanalmente, além do meu guarda-roupa, a minha (falta de) condição física. Se posso melhorar? Posso. Tirar alguma gordura das coxas, ter os braços mais tonificados (Michelle querida, já tenho o teu vestido, agora só faltam as tuas guns!), não ter duplo queixo… seria o máximo.
 
Mas se me disserem hoje: “Elite, nunca mais vais emagrecer nem engordar, vais ter 85 quilos até o final dos teus dias”. Sabem que mais? Estou confortável com essa ideia e acho que vou envelhecer muito bem. Porque com a minha personalidade e tudo o que quero conquistar nesta vida, vou precisar de todo o meu peso para aguentar tudo o que vem por aí. E vou conseguir isso com a pessoa que mais amo nesta vida.
 
Eu própria.
 
 
 

terça-feira, 8 de abril de 2014

WiWtW: What I Wore This Week - Part XVII: The "no-bullshit" style

 
 
 
Querida Sofia,
Não interpreto o meu amor pela moda como um justificativo para encarar o meu quotidiano como uma passerelle. Trabalho no mundo corporativo, mas mesmo que não estivesse… Não uso botins no calor angolano. Não sobreponho 3 t-shirts com caras de animais ferozes. Não uso roupas cheias de caveiras porque todo o mundo usa. Não uso o meu braço como um expositor ambulante de pulseiras porque a maravilhosa Leandra (criadora da expressão "Arm Party") disse que é o que deve ser. Sabem o que é escrever no computador com 1000 pulseiras no punho? Sim, é bonito, há pessoas que fazem lindas misturas, mas... o inconveniente do barulho das pulseiras a estalar contra a mesa para os colegas é insuportável. Não mudo de óculos de sol todos os dias. Não mudo de bolsa todos os dias (uso a mesma todos os dias até rebentar). Não uso clutch durante o dia. Tipo, imaginam uma pessoa ir mesmo trabalhar de clutch? De clutch, senhores? Só porque combina com a roupa? Quando foi que “nos” tornámos tão ridículas? Adiante. Não uso saltos de prostituta no trabalho. Não levo purpurina e brilhantes para as minhas reuniões.
 
O meu estilo é sem bullshit, clássico demais para uns, “à velha” para outros, mas é o meu. E infelizmente, sinto falta de ver mais estilos deste tipo na blogosfera que leio, pois sinto que raramente se adequam ao meu estilo de vida.
 
Uma das poucas bloggers que sigo que tem um excelente estilo que poderia facilmente adaptar ao meu quotidiano, é a Tanesha. Usa as mesmas linhas que eu: vestidos, blazers, saias rodadas, quase tudo a nível do joelho (midi style) como eu gosto.
 
Se conheceres mais bloggers que sigam esta linha, diz-me. As outras, que só se vestem para as sessões fotográficas dos seus blogs e para patrocinadores, dispenso.
 
Todas as fotos após a tradução.
 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

15 months 1/2*

Cupido - Maria Rita
 


Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei


I saw when you saw me
When you laid your eyes on me
In a subtle sigh
I saw it... yes, I noticed.

Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

 
You grabbed me for a dance
Without leaving the spot
Without our feet on the ground
Without a song to lead us in

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu


It was just for a second
All the time in the world
And the whole world lost itself

Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei


I saw when you saw me
Your eyes looked for mine
The same shivering sin
I saw it... yes, I noticed.

Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu (2x)


Ficou só você eu eu

Quando você me viu...

You left me breathless 
So that I could breathe
I know, no one else noticed
It was just you and me
It was just for a second
All the time in the world
And the whole world lost itself (x2)
 
Only you and I remained...
When you saw me.


*Eu própria nem acredito - I can't believe it myself.

domingo, 6 de abril de 2014

MiCasa - Heavenly Sent

Querida Sofia,
Já aqui mencionei que amo a África do Sul, mas nunca é demais. AMO a África do Sul. Sou apaixonada pelas suas paisagens, sinto fascínio pela sua incrivelmente rica história, fico fora de mim com a sua política e dou quase sempre preferência aos produtos Sul-africanos quando os encontro no supermercado. Passei muitos anos da minha infância/adolescência por lá e gostaria de lá ir com mais frequência. Mas… como preciso de visto para entrar no território Sul Africano, e eles não são muito simpáticos quanto à entrada de Sul-africanos no seu solo, fica um pouco difícil. Como mantenho a RSA perto do meu coração: também graças à música. Há mais ou menos 15 meses – partilhei primeiro no Instagram - que sou absolutamente obcecada pela banda Mi Casa e todas as suas músicas. Nos próximos dias, irei partilhar as minhas músicas preferidas desta banda, dos álbuns MiCasa Music (2011) e Su Casa (2013). Ah… não fiques surpreendida por ouvir um pouco de português nas músicas: o vocalista JSomething é Luso-Sul-Africano.
 
Dear Sophie,
I have already mentioned here before, but it’s never enough: I love South Africa. I love their landscapes, am fascinated by their incredibly rich history, am mad about their politics and just adore and favour their products whenever I can in the Angolan supermarkets. I have spent several years of my childhood there and wish I’d go oftener. Yet… It’s a bit hard because I need a VISA to enter RSA and their rules make frequent visits a bit tough. So, other than groceries, there is another way I can have a bit more of South Africa close to me: through music. It’s been more or less 15 months I am deliciously obsessed with South African band Mi Casa and ALL their songs. For the next few days, I am going to share my favourite tunes from their albums MiCasa Music (2011) and Su Casa (2013). Also, don’t be surprised if you listen to some Portuguese in the tracks. Jsomething, the lead singer, is both Portuguese and South African.
 
 


sábado, 5 de abril de 2014

Clinique-Addict: Dramatically Different Moisturizing Gel

Querida Sofia,
Já aqui falei algumas vezes sobre este creme hidratante da Clinique. Faz parte de um dos 3 passos para peles oleosas, depois do gel para lavar a cara e do tónico a aplicar com algodão. Este, ao contrário do tónico, acaba muito rapidamente. Gosto do cheiro, da textura, mas muito sinceramente, acho que já não faça grande efeito na minha pele. Compro, de facto, por hábito. Para os cremes hidratantes para a cara, prefiro a gama EFFLACAR da LA ROCHE POSAY sobre a qual falarei brevemente.
 
Dear Sophie,
I already mentioned this cream here in the past. It’s one of the three steps for Oily Skin from Clinique, after the cleansing gel and the tonic lotion. Contrary to the lotion, this one ends up really fast. I appreciate the texture and smell, but I do not believe it changes anything on my skin. I buy it because I am just used to buying it and having it at home. Creams that are really efficient on my skin are from the EFFLACAR collection from LA ROCHE POSAY. I shall talk about them in a future post.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Angola - 12 anos de Paz, 12 years in Peace


Angola, 12 years of Peace. Couldn't be prouder to live in a country that is so full of flaws but clearly improving everyday. This sentence is a cliché yet still so true: there are people still dying and suffering daily for the colour of their skin, for their beliefs, for their sexual orientation. There are people being tortured because they have an illness and are considered a witch for it, for being an albino and have their bones taken from them for miraculous teas, for being a girl and not being allowed to ever have pleasure. Please, never take Peace for granted. Dozens of people in my family died for it, and Millions died all over our country. It's the most powerful yet fragile status in the world. Go Angola! We are here to see you rising (and making us, your (un)grateful children rise with you)! 

12 anos de Paz em Angola. Não poderia estar mais orgulhosa de viver neste país tão cheio de defeitos, mas que tem melhorado a cada dia. Esta frase é um cliché, mas ainda é verídica: ainda há pessoas no mundo a morrer pela cor da sua pele, pelas suas crenças e afiliações partidárias, pela sua orientação sexual. Ainda há pessoas no mundo a serem torturadas por terem doenças que não foram diagnósticadas e são consideradas feiticeiras. Continuam a mutilar as pessoas albinas para moerem os seus ossos para fazerem chás ditos milagrosos. Ainda mutilam meninas para que estas nunca conheçam a noção de prazer. Por favor, nunca julguem que a Paz é um facto adquirido. Dezenas de pessoas na minha família morreram por ela, milhões morreram no país inteiro. A Paz é o sentimento mais poderoso do mundo e, ao mesmo tempo, tão frágil. Estamos sempre a subir, Angola! E estamos contigo! Vamos a isto! 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

MiCasa - These Streets

Querida Sofia,
Já aqui mencionei que amo a África do Sul, mas nunca é demais. AMO a África do Sul. Sou apaixonada pelas suas paisagens, sinto fascínio pela sua incrivelmente rica história, fico fora de mim com a sua política e dou quase sempre preferência aos produtos Sul-africanos quando os encontro no supermercado. Passei muitos anos da minha infância/adolescência por lá e gostaria de lá ir com mais frequência. Mas… como preciso de visto para entrar no território Sul Africano, e eles não são muito simpáticos quanto à entrada de Sul-africanos no seu solo, fica um pouco difícil. Como mantenho a RSA perto do meu coração: também graças à música. Há mais ou menos 15 meses – partilhei primeiro no Instagram - que sou absolutamente obcecada pela banda Mi Casa e todas as suas músicas. Nos próximos dias, irei partilhar as minhas músicas preferidas desta banda, dos álbuns MiCasa Music (2011) e Su Casa (2013). Ah… não fiques surpreendida por ouvir um pouco de português nas músicas: o vocalista JSomething é Luso-Sul-Africano.
 
Dear Sophie,
I have already mentioned here before, but it’s never enough: I love South Africa. I love their landscapes, am fascinated by their incredibly rich history, am mad about their politics and just adore and favour their products whenever I can in the Angolan supermarkets. I have spent several years of my childhood there and wish I’d go oftener. Yet… It’s a bit hard because I need a VISA to enter RSA and their rules make frequent visits a bit tough. So, other than groceries, there is another way I can have a bit more of South Africa close to me: through music. It’s been more or less 15 months I am deliciously obsessed with South African band Mi Casa and ALL their songs. For the next few days, I am going to share my favourite tunes from their albums MiCasa Music (2011) and Su Casa (2013). Also, don’t be surprised if you listen to some Portuguese in the tracks. Jsomething, the lead singer, is both Portuguese and South African.
 

Oh, Washington, D.C.! Part(e) 13 - The End!

 
Querida Sofia,
Esta é a última carta sobre Washington, DC. Consegui demorar 14 meses para escrever sobre 30 horas de viagem. Fico a aguardar os teus aplausos quanto à minha capacidade de blogar em tempo e horas. Espero que tenhas gostado das minhas dicas e fotografias. Eu sei que amei lá estar com a minha querida Jaka.
 
Próximas viagens a relatar aqui no CAFS: mais um pouco de Nova Iorque, Atlanta, Lisboa e Nova Iorque de novo!
 
Todas as fotos após a tradução.
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Oh, Washington, D.C.! Part(e) 12 - Hotel The St. Regis Washington, DC

 
Querida Sofia,
Enquanto preparava a minha viagem para Washington, DC, ainda no final de 2012, sabia que apenas ficaria 30 horas naquela cidade. Sabia de antemão que a nossa viagem seria memorável, mas queria dar-lhe um je-ne-sais-quoi com o hotel escolhido. Depois de receber algumas opções da minha agência de viagens, descartei todos os hotéis de luxo assombrados (não te rias… há muitos em Washington, DC) e optei pelo The St. Regis Washington, DC. É um hotel bonito por trás da Casa Branca. Era todo o luxo que precisávamos para as poucas horas que lá passámos. É também no St. Regis que podes encontrar o restaurante Adour do Chef Alain Ducasse, sobre o qual já falei.
 
Sou apaixonada por hotéis bonitos e estou arrependida por não ter falado mais sobre o assunto ao longo dos anos. Vou tentar mudar isso em 2014.
 
 
 
 

 
Para a viagem de regresso a NYC, deixamos cair a empresa rodoviária que nos levou até lá – era horrível – e escolhemos a empresa DC2NY. O condutor era Russo e engraçadíssimo, o autocarro tinha wi-fi e filmes (mas todos os passageiros optaram por ser uma viagem sem filme, para descansarmos) e eu optaria e recomendaria essa empresa sempre para qualquer viagem de bus deste tipo.
 
The St. Regis Washington, DC
923 16th St NW, Washington, DC 20006, United States
Phone: (202) 638-2626
 
Todas as fotos do hotel após a tradução. Televisão dentro do espelho da casa de banho inclusive.
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Gyu-Kaku, a vibrant Japanese BBQ restaurant in Manhattan

 
Querida Sofia,
O meu irmão é um homem extremamente ocupado e tem pouco tempo para mim quando estou na casa dele em NY. Passo mais tempo com a minha cunhada e sobrinhas (que são adoráveis) ou sozinha (adoro). No entanto, ele sempre abre ali uma brecha para um ou dois almoços comigo (ou um ou dois jantares) e para levar-me ao aeroporto ou estação de autocarros (como no regresso de Washington o ano passado, no meio de uma tempestade de neve, com ele e a minha cunhada gelados à minha espera. MUCH LOVE!). Nesta viagem, a agenda dele estava mais apertada do que nunca, então cada ocasião foi boa para podermos nos encontrar, até o café que bebemos sentados no chão do aeroporto JFK enquanto esperávamos a minha hora de partir (I’ll never forget that big bro!).
 
Num dos dias nesta viagem, fomos a um restaurante japonês absolutamente vibrante: o Gyu-Kaku. Este estabelecimento é, pura e simplesmente, uma “churrascaria” japonesa. Cada mesa tem o seu próprio grill central, escolhem-se as proteínas (de todo o tipo, desde peixes a carnes, passando pelas aves), pedem-se as bebidas, acompanhamentos e entradas, mas senão, somos nós mesmos que cozinhamos. Vi a oportunidade de provar, pela primeira vez na vida, carne de Kobe. Nem pensei duas vezes, e a empregada de mesa não estava sequer à espera que elegêssemos um menu tão “premium” para uma hora de almoço. E que bela decisão: os diferentes cortes de Carne eram absolutamente espectacular, entre os que tinham mais ou menos gordura, os que tinham mais ou menos tempero, os que cozinhávamos mais ou menos tempo. As entradas também eram muito boas: o meu irmão bem que fechava os olhos quando degustava o seu bolo de arroz com atum numa espécie de ceviche, e amei os meus mais que calóricos palitos de bacon panado. Bacon. Panado. Isto existe, nossa Senhora! Tínhamos, com o menu, um acompanhamento com arroz branco, mas o meu irmão – que já conhecia bem os jeitos do restaurante - pediu um arroz misturado com carne e muitas especiarias que também estava bom. Foram-nos oferecidas também sopas de citronela: muito bemvindas com os -10 graus que se faziam sentir lá fora. O grill central foi colocado em funcionamento, aquecendo a nossa mesa e almas. Aquecemos também o corpo com cocktails (eu não ia trabalhar depois… coitado do meu irmão… como o faço sofrer…!). O meu irmão já rebolava quando ainda pedi uma sobremesa: o restaurante é conhecimento pelo seu mil-folhascrepes de chá verde, mas verguei pelo cheesecake de banana frito. Cheesecake. Frito. Isto existe também, nossa Senhora!
 
Recomendo completamente este restaurante. Está localizado em Midtown. E com isto, quero também anunciar que finalmente comecei a página sobre Washington, DC e New York, NY aqui no CAFS. Até 2016 devo incluir também a minha viagem do ano passado até Atlanta, GA.
 
Gyu-Kaku Midtown
805 3rd Ave, New York, NY 10022
(212) 702-8816
 
 
Todas as fotos após a tradução.