segunda-feira, 23 de junho de 2014

Onde estou no mundo | Where am I in the world

Querida Sofia,
Acabei de passar uma semana no Rio de Janeiro, Brasil, em plena Copa do Mundo. Tirei esta foto-cliché do alto do Pão de Açúcar. Não visitava a cidade - onde morei rapidamente quando era pequena - desde 1993.

Dear Sophie,
I just spent a week in Rio de Janeiro, Brazil. In the height and hype of the World Cup. I took this shot from Pão de Açúcar - The Sugarloaf Mountain. I hadn't visited Rio - where I lived briefly as a child - since 1993.



 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

If only I had the time

Querida Sofia, 
Se tivesse tempo, enviar-te-ia mais dicas de Cape Town e outras viagens, mais coisas que têm acontecido, mais dicas de restaurantes e pastelarias imperdíveis em Luanda, mas como não tenho tempo ficam apenas as fotos. Esta pastelaria, Suc'Ara, tem sido uma lufada de ar pão fresco num contexto de pastelaria luso-angolana que já estava a começar a ficar - excepto os pastéis de Nata - meio sem graça para mim. Falamos brevemente!
 
Dear Sophie,
I really wish I had the time to sit and be thorough about my life, my love(s), my trips and everything that has been happening out here, especially the nice little restaurants and bakery in Luanda. This one bakery, Suc'Ara, has been a breath of FRESH BREAD AIR for me. I am so tired of this Portuguese slash Angolan bakery context. I need my French items! Will talk about it soon.
 
 


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Ralphização da publicidade em Angola



Querida Sofia,
Reparei hoje de manhã, na página do Facebook do blog, que o Anselmo Ralph, um cantor luso-angolano, está em várias campanhas publicitárias. Mas não são campanhas quaisquer, para marcas quaisquer, mas 3 grandes marcas angolanas.
 
1 - Coca-Cola Angola, num spot muito giro que mudou tudo o que se faz regionalmente com a Coca-Cola em África;


 
2 - Unitel, que é apenas a maior rede/operadora de telecomunicações em Angola;


 
3 - Agora o BESA, o Banco Espírito Santo Angola (vamos esquecer os escândalos financeiros associados à marca) com o Cristiano Ronaldo. Confesso que me assustei um bocadinho quando ouvi isto na Rádio hoje pela manhã.
 

 
I mean... eu até gosto do moço (e deveria ficar histérica por ele estar com um dos melhores jogadores do mundo, etc? pronto okay, parabéns para eles), mas não compreendo quando uma única pessoa é escolhida para representar várias marcas.

Tipo... o George Clooney associamos a... isso mesmo. Se fossem várias marcas, seria mais confuso, não?

Okay, não temos muita gente famosa e com boa reputação em Angola, mas na vontade de bem fazer, estão a saturar a imagem de uma só pessoa. Trabalho em Marketing e anualmente propoem-me nomes para as campanhas da minha empresa. Neste momento, mesmo que tivesse o budget, não avançaria com o Anselmo. That's all.

sábado, 7 de junho de 2014

The Queen's Speech

Vi este vídeo hoje pela manhã e tive a certeza de três coisas:
- admiro muito a clareza de espírito que a Rainha Elizabeth (sorry, não vou chamar de Isabel) ainda tem e a fluência no Francês (o neto dela, P. William, é uma nulidade em francês ao lado, aquele discurso no Canada em 2012 ainda me magoa os tímpanos);
- o François Hollande mostra uma tremenda falta de respeito e chá ao ler o menu e olhar para o lado enquanto a RAINHA ESTÁ A DISCURSAR, seu BANANA! Só faltava assobiar de ócio...
- ela diz "My first state visit was in 1948, just after our wedding and 4 years after D-Day": e isto, amigos, é o que faz com que ela seja aquela que estava aí no começo, está no presente, estará no fim e nós vemos os navios a passar. P. Charles, ainda vai demorar para seres rei. Fica frio.

I saw this video this morning and I became sure of three facts:
- I really admire the Q2II's energy at 88. Her fluidity and clearness of spirit and mind. Her fluency in French is admirable (her grandson Prince William's French speech in Canada in 2012 is still cringing for my ears);
- François Hollande confirms he's simply a etiquette-less man, a true moron who looks at the menu instead of focusing on the speech this incredible lady is giving in two languages;
- when she says "My first state visit was in 1948, just after our wedding and 4 years after D-Day", this my friends, is called KILLING YOU WITH AMAZINGNESS. She's been there before (way before), she's here now, she's not ready to go. Hold your horses, Prince of Wales, you ain't gonna be king anytime soon.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Escape to the Cape - Part 6: Fairview goats, cheeses and wines

Todas as fotos foram tiradas com Canon G11
 
 
Querida Sofia,
Saímos da herdade de Boschendal até Paarl, mais especificamente para Fairview, que é mais do que uma adega: é uma quinta fabulosa e imensa, famosa pelas suas cabras (que têm o seu próprio hotelzinho) e consequentemente, pelos seus queijos. Aliando uma tradição tipicamente Francesa com as terras sul-Africanas, a família Back – que controla Fairview - criou também alguns vinhos e as degustações vinho-queijo são uma autêntica festa de sabores. Do Brie, ao camembert, à feta, ao queijo azul tipo roquefort, se pudesse, teria levado TUDO para casa. Escolhi levar produtos secos: especiarias, uma mistura de sabores italianos e uma mistura para fazer chakalaka em casa, um dos meus pratos preferidos na África do Sul e que não como há uma dúzia de anos. Fica pessoalmente o desafio para voltar a falar sobre este prato, as suas especiarias e receita dentro em breve, quando eu tiver tempo de entrar na minha cozinha (que já nem sei de que cor são as minhas panelas, sinceramente…).
 
Para terminar um dia cheio de sabores intensos, fui descansar um bocadinho no espaço exterior de Fairview para respirar um pouco de ar fresco e pensar minha vida com um croissant delicioso. Tinha sido a primeira coisa que comia depois do meu pequeno-almoço: foi bem merecido.
 
Todas as fotos após a tradução.
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Perguntei a Deus, há meia hora, como seria a minha semana. E ele respondeu.

E esta música, que não ouvia há meses, começou a tocar. É apenas uma das minhas preferidas, daquelas que oiço quando me sinto down (e visto não andar a sentir-me down neste momento, estou lá em cima). Tenho de voltar ao trabalho e estou MOTIVADA!
 
U2 - City of Blinding Lights
 
I asked God, half an hour ago, what would my week be like. And he answered. This music , that I hadn't heard in months, started playing, and it's just one of my favourites in the world. It's usually the kind of music I listen to when I am feeling down... but as I wasn't feeling down, my happiness just went through the roof. Have to go back to work, and I am motivated!


terça-feira, 20 de maio de 2014

70 coisas sobre mim - Parte 1 | 70 facts about me - Part 1

 
 
Normalmente são 50, mas adoro fazer render o peixe e como adoro o nº7, vou fazer render o peixe. No fundo, isto corresponde aos posts “Certezinhas” combinados num só, certo?
I know the TAG only asks for 50 facts, but you know me, as I love number 7, I will milk on this one.
 
1- Tenho uma fixação pelo nº 7. I am obsessed with number 7.
 
2- Não gosto de atender o telefone. I do not like answering the phone.
 
3- Mais do que uma vez por semana, o meu jantar consiste em apenas 1 litro de leite com chocolate sem açúcar. More than once a week, my dinner is composed solely of a litre of sugarless chocolate milk.
 
4- Sou a mulher mais alta da minha empresa. I am the tallest woman in my company.
 
5- Não sou grande apreciadora de pessoas que falem muito. Pior ainda são as que interrompem constantemente as outras para falarem ainda mais. I am not really fond of people who talk too much. It gets worse with people who constantly interrupt other to talk a little more.
 
6- Acordo todos os dias pelas 5 horas - naturalmente. I naturally wake up by 5am every day.
 
7- E ao invés de ir a correr preparar-me, fico no Instagram a ver a vida das pessoas. But do I go straight to the bathroom to get ready? NAH! I stay on Instagram, scrolling into people’s lives.
 
8- O meu lugar preferido em Luanda é o meu escritório. My favourite place in Luanda is my office.
 
9- Entre branco ou tinto, vou sempre pelo vinho branco. When I have to choose between white or red, I always go for the white wine.
 
10- Já estou a planear uma viagem para daqui algumas semanas. I am already planning an upcoming trip I am about to do in a few weeks.
 
Reconheces-te em algum destes factos?
Do you recognise yourself in one of these facts?

domingo, 18 de maio de 2014

Aimewitue

"I just wish that the world could witness all the joy you make me feel"
 
Musiq Soulchild - Aimewitue
 
 

sábado, 17 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 5: Stellenbosch and Boschendal

Todas as fotos foram tiradas com Canon G11
 
 
Querida Sofia,
Depois de uma hora muito bem passada na adega Uva Mira, rumamos para Stellenbosch, a segunda cidade mais antiga da África do Sul, depois de Cape Town. Fundada em 1679 por Simon van der Stel – ele tem outra cidade com nome homenagem, Simon’s Town, sobre a qual falarei a posteriori -, a cidade prima pela sua arquitectura tipicamente holandesa que se foi adaptando à realidade do clima da província do Cabo Ocidental: Cape Dutch architecture.
 
Este nome, Stellenbosch, é-te familiar? É bem possível, de novo pelos vinhos da região, que são famosos no mundo inteiro. Esta cidade de 75 mil habitantes também é famosa internacionalmente pela sua universidade: apesar da língua oficial ser o Afrikaans, já há cursos leccionados em Inglês – e pelo que ouvi dizer, os exames são em inglês. Faz sentido…
 
Ao deixarmos Stellenbosch, que achei ser uma cidade bem fofinha e bonita, mas sem grande animação, fomos para o vinhedo de Boschendal. O nome também é conhecido, certo? Sou fã do vinho, mas fizemos apenas um pit stop para um café e uma tarte de limão com merengue. Ainda nos esperavam outras degustações de vinho pela frente.
 
Todas as fotos após a tradução.
 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 4: The Winelands and Uva Mira

Este post contém fotos tiradas por Canon G11 e iPhone 5
 
Querida Sofia,
O Cabo Ocidental (província onde a Cidade do Cabo está situada) é bastante conhecido pelas suas incríveis vinhas. «Porque é que um país africano produz vinho?», poderão estar a perguntar-se. Bem, comecemos pelo início: a África do Sul tem um excelente clima e solos para cultivar as melhores uvas. O clima é muito semelhante ao mediterrânico (com Invernos frios e húmidos e Verões quentes e secos), e tem o mesmo nome, apesar de estar a quilómetros de distância da Europa. Em segundo lugar, historicamente, a África do Sul recebeu um fluxo de colonos franceses no séc. XVII. Como bons franceses que eram, começaram a cultivar videiras e a produzir vinho. E queijo. Bem, essa é outra história que contarei em outra carta.
 
Voltando ao vinho: o vinho sul-africano tem muito boa reputação pelo mundo. Depois de anos a provar vinho francês, acredito verdadeiramente que algumas das técnicas estão bastante próximas. E o travo amadeirado (ou os sabores de madeira, caso sejam pervertidos mentais) é semelhante, uma vez que a madeira usada nos tonéis sul-africanos é a mesma usada pelos franceses. Mas chega de falar: gostava de vos poder enviar algumas das amostras que provei na Cidade do Cabo. Espero que tenham a oportunidade de viajar e de provar por vocês mesmos ou de encontrar algum destes vinhos na vossa mercearia ou loja gourmet local. A caminho da nossa primeira paragem, entre Langa e as Winelands, vimos os Estúdios de Filmagem da Cidade do Cabo. Fiquei intrigada: o que estariam a filmar? Seria um filme de piratas? Estaria o Johnny Depp lá? Seria necessário investigar um pouco, mas havia vinho para provar.
 
Fomos para as montanhas de Helderberg, mais precisamente para a adega Uva Mira, na zona de Stellenbosch. Uva Mira é uma adega laureada com múltiplos prémios: uma vez que não consigo dizê-lo melhor do que eles, deixem-me copiar os factos que se lêem no website: «A paixão e o cuidado que levam à criação dos vinhos Uva Mira reflectem-se nos numerosos prémios locais e internacionais que temos recebido ao longo dos anos. Estes incluem “Melhores Produtores de Vinho Sul-Africanos do Ano” e “Melhor Chardonnay do Mundo” no International Wine and Spirit Competition (Concurso Internacional de Vinho e Bebidas Espirituosas), em 2006. Stephen Tanzer, crítico independente de vinhos dos E.U.A., qualificou os nossos vinhos com pontuações de 93+ na sua edição da criticamente aclamada “International Wine Cellar”. John Platter tem, consistentemente, qualificado os nossos vinhos de 4½ até 5 estrelas, e temos recebido óptimas críticas dos nossos amantes de vinho por todo o mundo. O nosso famoso Chardonnay de Vinhedo Único e Uva Mira (o nosso vinho tinto seleccionado) foi altamente galardoado na recente edição de 2010 dos Decanter World Wine Awards, em Londres, recebendo não só o Ouro, mas também o Troféu Regional.»
 
Provámos o Sauvignon Blanc deles (que eu comprei), o Merlot Cabernet Sauvignon e a edição especial de 2007. Queria muito provar o Chardonnay, mas já não havia. Foram vítimas do seu próprio sucesso e o vinho estava esgotado. Prova de vinhos à parte – uma vez que não pode haver partilha online de sabores –, permitam-me partilhar o restante: a vista. Que incrível era a vista de Uva Mira para o Cabo. Não é possível vê-lo e as minhas fotografias, infelizmente, não lhe fazem justiça, mas pode ver-se toda a extensão do Cabo da Boa Esperança a partir de Uva Mira. E juro por Deus que não fiz nenhuma edição de imagem a estas fotografias. O tempo estava tão extraordinário – quente, mas não tanto como em Angola –, os céus tão límpidos, que fomos abençoados com a Natureza no seu melhor. Podia ter ficado lá para sempre, mas tinha mais adegas para visitar naquele dia notável.

Post traduzido para português e corrigido em inglês por Pedro Martins - pedroglmartins (at) gmail (dot) com
 
Saiba mais sobre os Cape Town Film Studios aqui e a adega Uva Mira aqui.
 
 

Panoramic photo. Click and check Table Mountain in the horizon. Imagem panoramica. Clica e vê a Table Mountain no horizonte

Todas as fotos após a tradução.
 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 3: The Real Face of Langa, a South African Township

 
Todas as fotos desta carta foram tiradas com Canon G11

Querida Sofia,
Saímos do centro cultural Guga S’Thebe (depois de ver a sua cerâmica, sala de música e dança e artesanato) e fomos dar um passeio por Langa com a nossa guia, a Sugar.
 
Os townships foram concebidos na era do Apartheid para retirar as populações negras do centro da cidade. Estas eram realocadas aos townships para viver, mas podiam continuar a trabalhar na cidade, onde existiam os postos de trabalho. Ficavam descentrados para não “poluírem” a cidade. Hoje em dia, as pessoas negras podem viver onde quiserem na cidade, consoante as suas possibilidades: tanto no township como no centro. Mas como a Sugar nos explicou, muita gente, por mais condições financeiras que tenha, ainda não se sente muito à vontade para morar no centro. Já têm as suas raízes, costumes e amigos dentro do Township. Procuram uma casa melhor, com melhores condições, mas preferem continuar por lá. E acontece também o caminho inverso: uma pessoa branca é livre de viver num township. E será bem recebida. Mas pode sentir-se descentrada, pois os costumes dos townships estão mais ligados às populações negras.
 
Este foi o passeio mais elucidativo de toda a viagem, pontuado por milhares de perguntas, histórias e momentos de silêncio tão prendidos de uma tremenda emoção e ao mesmo tempo, privilégio por poder estar ali. As pessoas de Langa já devem estar mais do que habituadas a turistas, pois ninguém me interpelou por ter uma máquina na mão. As crianças faziam-nos adeus quando passavam por nós, e uma menina até se colou à minha perna durante uns cinco minutos, a pedir-me algo em Xhosa (uma das línguas nacionais da África do Sul), mas eu não compreendo Xhosa e nunca vou saber o que aquela linda miniatura de gente queria comigo. A Sugar explicou que por eu ser diferente – apesar de negra, não sou uma negra típica para eles – as crianças ficavam um pouco fascinadas.
 
As pequenas casas individuais, desenhadas para pessoas individuais ou apenas uma família, muitas vezes albergavam mais de três famílias. Um dos momentos mais fortes foi quando entramos num apartamento. Uma sala comum, uma casa de banho comum e três quartos. E dentro desse apartamento, viviam 6 famílias. SEIS FAMÍLIAS. Em três quartos. Aceitaram que entrássemos nos quartos, mas não fotografei em detalhe por respeito. Camas esguias, fogões, roupa, tudo concebido na medida das possibilidades de cada família e também no âmbito de conseguirem partilhar aqueles quartos minúsculos entre várias pessoas. A promiscuidade e falta de privacidade são de cortar a respiração. Incrível como as pessoas têm de viver até hoje.
 
Apesar de terem água corrente e electricidade (não temos nada disso nos nossos musseques em Angola), as pessoas vivem em condições degradantes. Estas famílias pagam uma renda mensal de 20 Rands para viver nestas condições. Nota: R20 = 2 dólares = 200 Kwanzas.
 
Mas as coisas tendem a mudar: estão a construir mais casas para realocar as pessoas. Para estas poderem ter casas próprias. Aos poucos, as coisas melhoram. Não são perfeitas, mas melhoram. Vimos algumas dessas novas casas em construção. Fiquei impressionada pelo facto de serem sul-Africanos nas obras: em Angola, vêm-se poucos angolanos nas obras, os chineses são mão-de-obra predominante.
 
Cruzamos também com um Angolano, o Souza (conhecido como Sozito) que têm o seu restaurante. Disse-nos que nunca mais voltou para Angola e sinceramente, pelo sotaque, ele já era mais sul-Africano do que outra coisa qualquer. Para finalizar, conhecemos também os bairros de lata logo ao lado das casas mais nobres e bem apetrechadas de Langa. Apesar de ser uma comunidade, a disparidade faz-se sentir.
 
Espero, sinceramente, que as coisas mudem favoravelmente nos townships: que se construam cada vez mais casas de verdade e cada vez menos bairros de lata. E se é o que desejo para a África do Sul, é também o que desejo para Angola, MAS não falemos de politica nacional agora.
Três famílias dormem neste quarto pequeno - Three families share this tiny room

Todas as fotos após a tradução.

Oh yes, I almost became thug material.

Querida Sofia,
Sabes que já tiveste 12 anos. Sabes que eras completamente impressionável. Sabes que a tua cantor preferida dos TLC era mesmo a Left-Eye (e irrita-te que te digam que só gostavas dela porque ela morreu...). Sabes que o Usher já foi um homie (olha como era novinho neste vídeo?) mas agora ele é das massas. Sabes que gostavas de ver os teus irmãos mais velhos vestidos de Thugs a cantar essas músicas enquanto "xaxavam" damas. Sabes que te apaixonaste pelos amigos dos teus irmãos mais velhos que se vestiam como Thugs e pareciam todos cópias dos Craig David e Puff Daddy. Sabes que te apaixonaste por aquele que era um mix de R. Kelly com Tyrese e pitadas de Nas. Sabes que antes achavas os homens vestidos de Sean John os mais fashionable do mundo. Sabes que já quiseste ter uma tatuagem com o gato Phat Cat nas costas.

Meu Deus, como seria a minha vida se não tivesse conhecido melhor? Não sei, mas esta música do Donell Jones faz-me voltar ao tempo do filme "Save the Last Dance" como se estivesse a ser sugada numa ventosa do tempo mais do que potente.

I'm digging you, I'm feeling you
And you know what's up
Said I'm big on you and I'm wanting you
So tell me what's up

Dear Sophie,
You just remembered you were once 12 years old and so impressionable. You know your favourite TLC member was Left-Eye (and you get annoyed when people tell you you just liked her because she's dead). You know Usher used to be a Homie (look how young he was in this video), but he now belongs to the masses. You remember your older brothers being dressed like Thugs, singing "them" songs to make "them" girls fall for them. You remember you fell hard in love with one of your older brothers' best friend, who also dressed like a Thug, at a time they all looked like Craig David and Puff Daddy clones. You remember you fell in love with that very specific one who was a mix of R. Kelly with Tyrese and a pinch of Nas. You remember you thought the most well dressed men on earth were the ones wearing "Sean John". And that you really wanted to have the Phat Cat cat logo tattoed on your lower back.

Oh Lord, what would my life have been like if I hadn't known better? I don't really know, but this Donell Jones made me blast to the past and remember the movie "Save the Last Dance" as if I was being sucked in the tunnel of time!
 
 

domingo, 11 de maio de 2014

Will you love me at my best? Will you love me at my worst? I'll ask 21 questions, and they're all about us

Girl...It's easy to love me now
Would you love me if I was down and out?
Would you still have love for me?
 

Querida Sofia,
É tão fácil gostar deste alguém. Quando esta pessoa está bem, quando nos trata bem (como uma Princesa!), quando estamos sozinhos, quando está de bom humor, quando está de bem com a vida, quando está num bom cargo, quando é uma pessoa influente, quando é admirado, quando tem todos os membros, quando tem todos os sentidos, quando está solteira, quando não tem filhos (de outra pessoa), quando não é careca, quando não é desdentado, quando é alto, quando é bonito, quando é magro ou musculado, quando é inteligente, quando tem diplomas, quando lê livros, quando fala várias línguas.

E depois há aqueles dias em que não é assim tão fácil. Em que esta pessoa não está bem. Não nos trata como uma princesa. Não está de bom humor. Não está de bem com a vida. Quando tem realmente um bom cargo, mas por isso temos de ter mais segurança à volta e nem por isso podemos estar sozinhos. Quando é tão admirado que por vezes as pessoas confundem isso com uma relação e são pedras nos nossos sapatos. Quando engorda e afinal, continua a ser o homem mais lindo do mundo para nós. Quando tem todos os membros, mas fazem-no cair constantemente ao chão. E não nos deixam ajudar a levanter de novo. Não nos deixam ver o quanto estão a sofrer. Enquanto já estamos a sofrer com ele. Tão fácil amar uma pessoa, mas as provas de fogo caem constantemente sobre nós. Por vezes queremos desistir? Quase nunca. Porque também não é fácil amarem-nos a nós todos os dias.

Depois daquelas provas de fogo, naqueles abraços de partir os ossos, naqueles silêncios que falam tanto, quem nos diz “Amo-Te”? é essa mesma pessoa e não as ditas circunstancias. Essa pessoa que já nos está no sangue. Na ponta de todos os SMS do telefone. Que é tão fácil e tão difícil e tão tão tão bom amar. Pouco importam as circunstâncias.
 
 
 

Dear Sophie,
Loving this person is just so easy. When he’s in good mood and shape. When he treats us like a princess, when we are just the two of us, when life is doing well for him, when he’s in a nice (work) position, when he’s considered as an influent person, when he’s admired, when he has all his members fully functional, when all of his senses are working, when he’s single and/or available, when he doesn’t have kids (with someone else), when he isn’t bald, when he has no missing tooth, when he’s tall, when he’s handsome, when he’s lean or muscular, when he’s intelligent, when he has diplomas, when he reads books, when he speaks several languages.

And then there are those days and it's not that easy anymore. When he’s not that well. When he doesn’t treat us like a Princess. When he’s just not in that good of a mood. When life isn’t going as he wants it to be going. When he’s realistically in a very good work position, but it just makes us have to care more about our security thus never being really alone. When he’s so admired some women confuse that with a potential relationship. And then hassle us. When he puts on a little weight, but we just don’t care, he’s just as handsome as he’s ever been. When he has all of his members fully working, but life situations make him crumble like a house of cards. And he doesn’t let us help him get back on his feet. He doesn’t let us see him suffer. Loving this person is so easy, even if we go permanently through rough patches. That do not depend on us, but of circumstances. Do we want to quit? Almost never. Because it’s not really easy to love us either. Not every day.

But after the hurdles are bridged, when we are hugged – those hugs that almost break our bones – in those silent moments that just speak so loud, who whispers “I love you”? Circumstances don’t. He does. He, the person that already lives in our blood. He who is the target of all our sent SMS. The one who is so easy and so hard and so so so good and pleasurable to love. No matter the circumstances.

sábado, 10 de maio de 2014

You rock(ed) my heart, you know you did.

Querida Sofia,
Ouvi esta música de novo... vi o excerto de dança do fim... ainda não existe ninguém que o tire do meu coração.
 
Dear Sophie,
I heard this song again... I watched the bit of dancing at the end of the video... I mean... there is still no one who makes my heart rock the way he did.
 
 

Dear WORLD, your Hashtags Won’t #BringBackOurGirls. You Might Actually Be Making Things Worse.

"Simple question. Are you Nigerian? Do you have constitutional rights accorded to Nigerians to participate in their democratic process? If not, I have news you. You can’t do anything about the girls missing in Nigeria. You can’t. Your insistence on urging American power, specifically American military power, to address this issue will ultimately hurt the people of Nigeria. It heartens me that you’ve taken up the mantle of spreading “awareness” about the 200+ girls who were abducted from their school in Chibok; it heartens me that you’ve heard the cries of mothers and fathers who go yet another day without their child. It’s nice that you care. Here’s the thing though, when you pressure Western powers, particularly the American government to get involved in African affairs and when you champion military intervention, you become part of a much larger problem. You become a complicit participant in a military expansionist agenda on the continent of Africa. This is not good."
 
Leia mais deste artigo da Jumoke Balogun aqui.
 
Read more about this article by Jumoke Balogun here.
 
#BecomingMOREAfrican
 
 
Entretanto, no mundo da Michelle Obama...
In the meantime, Michelle Obama is doing... this:
 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

52 places to go in 2014 - 52 lugares por visitar em 2014

Querida Sofia,
O New York Times estabeleceu uma lista com 52 destinos (+1 designado pelos leitores) para conhecer em 2014. 52 lugares? Quer dizer, seria necessário viajar uma vez por semana? Além dos pilotos e bloggers de luxo, quem pode fazer isso?
 
No entanto, fico muito feliz porque destes 52 destinos, apesar de conhecer apenas 10% (e nem sempre concordar… nem todos são assim de cortar a respiração) - Atlanta (nº40), o Vaticano (nº24), Frankfurt (nº12), Rotterdam (nº10), Namibia - porque aquilo é um deserto e precisam considerar o país inteiro (nº6), o meu coração bolsa de alegria de ver que o destino nº1 é Cape Town. Mal posso esperar para continuar a escrever e partilhar todas as fotos da Cidade do Cabo – melhor destino do MUNDO, já tinha dito, não? -, mas entretanto tenho mesmo de trabalhar pois quem paga as minhas viagens sou mesmo eu.
 
Tudo sobre Cape Town? clica aqui.
 
Dear Sophie,
NY Times just established the list of top 52 places to visit in 2014, with a 53rd destination chosen by readers. I mean, 52 places? Meaning we would have to travel to a new destination weekly right? Aside from pilots and luxury bloggers, who can travel that much?
 
Notwithstanding, I am extremely happy. I know 10% of those destinations (#40 Atlanta, #24 Vatican, #12 Frankfurt, #10 Rotterdam, #6 Namibia (that had to be considered as a whole country as a destination because it's JUST a desert)(and honestly... not all of these destinations are that breath-taking)my heart is just melting because Cape Town is #1! I just can’t wait to continue sharing ALL my pictures of The Mother City with you, because, you know, it’s the BEST DESTINATION IN THE WORLD. Hadn't I told you? 
 
But in the meantime, I really have to get back to work, because I am the one paying for my trips.
 
Everything about Cape Town? Click here.
 
Photo from Atlantic Grill, Cape Town - Foto tirada no Atlantic Grill, Cape Town

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 2 (c): Arts and Crafts @ Guga S'Thebe Arts and Cultural Centre in Langa

As fotos deste post foram tiradas com uma Canon G11
 
 
Querida Sofia,
Última parte no centro cultural Guga S´Thebe, depois da cerâmica e da música: o artesanato. À saída do centro, temos vários jovens a expor o seu artesanato. Há de tudo: quadros feitos em folha de bananeira (pena que a foto ficou desfocada, mas fiquei impressionada com o quanto a textura se parecia com papyrus) ou com latas de refrigerante, areia pintada, brincos feitos com casca de coco e tantas outras coisas. Levei um par de brincos, claro, que mostrarei num futuro WiWtW.
 
Vale a pena visitar este centro? Completamente. Qualquer iniciativa que existe de maneira voluntaria para beneficiar jovens de uma comunidade em dificuldade merecem uma visita e apoio, quando o podemos fazer.
 
A nossa viagem por Langa não ficou por aqui. Mais numa próxima carta.
 

Todas as fotos após a tradução.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 2 (b): Drumming Session @ Guga S'Thebe Arts and Cultural Centre in Langa

As fotos deste post foram tiradas com uma Canon G11
 
 
Querida Sofia,
Continuamos no Township de Langa, ainda no centro Guga S’Thebe. Depois do momento “Cerâmica”, tivemos uma sessão músical, com batucada e marimbada. Acho que já tinha tocado num batuque há uma dezena de anos, mas nunca tinha tocado uma marimba. O Jojo (acho que era esse o nome do animador) explicou-nos que recebe crianças e adolescentes dos 8 aos 18 anos, gratuitamente, para aprenderem a tocar e dançar (a gumboot dance, tipicamente Sul-Africana). Mais uma maneira lúdica para entreter e ocupar o tempo de maneira agradável. Gostei do momento apesar de ter um lado turistinha que não combina muito comigo, mas participei na mesma. No final da sessão, é possível comprar os CD de música do centro ou fazer uma doação, para que eles possam continuar com a iniciativa.
 
Todas as fotos após a tradução.
 

MiCasa - Fly Away

Querida Sofia,
Visto o mood do blog estar completamente Sul-Africano, vou continuar a partilhar a música do meu grupo preferido, os MiCasa (as outras músicas deles já partilhadas aqui). Hoje com uma das músicas que o meu telefone, de tanto a fazer tocar, já parece estar um pouco riscada. Mas é pura magia. E combina perfeitamente com o tema do amor e das viagens.

Dear Sophie,
Oh isn't my blog just so very South African right now? To tag along with this southern mood, I will continue sharing here a little more music from my favourite RSA band, MiCasa. Check out their other songs here. This very particular song is so beaten up in my phone that I think it is starting to crack a little on the edge. But it's pure gold. It completely sooths my "Love and travelling" mood of the moment.



Mi Casa - Fly Away Lyrics

Close your eyes into this life
I need you to focus, baby

Take a look into my mind
And come across something crazy (something crazy)

Let us create our little world
Just you and me, my lady
 
'Cause I believe in what we've got and that will never stop
'Cause you believe in what we've got, so don't you ever stop

Chasing dreams to fly with me
Chasing dreams to fly with me

Crazy in love, you've gotten me
Crazy in love, you shot me
Crazy in love, you've goten me wanting to fly away

So why don't we fly... and why don't we fly...
Baby, why don't we fly... and why don't we fly...
Baby, why don't we fly...
Why don't you come and fly away with me...

Crazy in love, you've gotten me
Crazy in love, you shot me
Crazy in love, you've goten me wanting to fly away

Close your eyes into this life
I need you to focus, baby
Take a look into my mind
And come across something crazy (something crazy)

And I believe in what we've got and that will never stop
You believe in what we've got, so don't you ever stop...

So why don't we fly... and why don't we fly...
Baby, why don't we fly... and why don't we fly...
Baby, why don't we fly...
Why don't you come and fly away with me...

terça-feira, 6 de maio de 2014

Escape to the Cape - Part 2 (a): Pottery @ Guga S'Thebe Arts and Cultural Centre in Langa

As fotos deste post foram tiradas com Canon G11.
 
 
Querida Sofia,
Apenas conhecia Cape Town na sua forma mais glamorosa. Aproveitei este regresso à Mother City* para conhecer a minha cidade preferida de maneira mais profunda. E nada como conhecer a África do Sul indo aos seus townships (os bairros criados apenas para pessoas negras durante o Apartheid). Já conheci o Soweto, um dos townships de Joanesburgo, mas de novo, nunca fui numa visita profunda. No primeiro dia em Cape Town, fomos ao township de Langa, mais especificamente ao Guga S’Thebe, um centro cultural aberto e gratuito, que reúne todas as formas de se fazer arte para os jovens da comunidade. Lá fomos acompanhados por uma das guias do centro, a Sugar, uma jovem mulher de Langa. Vou escrever esta carta em vários posts pela quantidade de fotos.
 
A primeira paragem no centro foi na sala de cerâmica, onde aprendemos um pouco mais sobre a arte da cerâmica, o impacto social do aprendizado desta arte, o número de empregos que criou na comunidade e o sucesso da iniciativa no mundo. Os jovens aprendizes tiram o curso e podem usar o espaço para trabalharem mais tarde. Isto porque o centro tem um forno gigante, uma doação muito generosa, e é usado para estes fins. Aprendemos também mais sobre as técnicas para secar, embelezar e “envernizar” as peças. O centro também recebe encomendas de pratos personalizados para Universidades no mundo inteiro, assim como para dignitários que estejam em visitas oficiais à África do Sul. Não compramos nenhuma peça pois não queríamos levar nada de frágil na mala, mas fica aqui a dica caso alguém queira comprar algo genuíno e que ajude uma comunidade que de tudo tem feito para melhorar e expandir os seus horizontes. E mesmo que não se compre nada, é possível fazer uma doação para esta actividade.
 
*A Cidade do Cabo é conhecida como Mother City por ter sido a primeira cidade fundada da África do Sul. Foi de lá onde “tudo” começou e reza a lenda que tudo demora 9 meses a ser completado lá. Nome apropriado.
 
Guga S'Thebe - von CapeTownLive.com


Todas as fotos após a tradução.


Escape to the Cape - Part 1: The Table Mountain Aerial Cableway (Video)

 
 
 
Querida Sofia,
Já subi o Pão de Açúcar no Rio. Mas era muito pequena e pouco me lembro. Mas nada nada nada jamais apagará o que foi subir a Table Mountain a semana passada na Cidade do Cabo. Enquanto não chegam as melhores fotos que tirei na minha vida, fica este video que, apesar de não dar para ver, foi feito por uma das pessoas mais vertigem e com medo de alturas do mundo: eu. A partir do minute 00:56, apresento-te Cape Town.
 
Dear Sophie,
I have already been up the Pão de Açúcar in Rio de Janeiro but I was a child and I barely remember it. But nothing nothing nothing will ever erase what I felt when I went up the Table Mountain in Cape Town last week. Before sharing the best pictures I took in my life, I want to share this video with you. You cannot see it, but it was done by someone with incredible fear of heights: me.  From minute 00:56 on, let me introduce you to Cape Town.  

Leia mais sobre Cape Town aqui. Read more about Cape Town here.
 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

I am going to hire her TODAY.

Porque as meninas têm tudo cor de rosa e os meninos têm o resto?
Why do girls only have pink things and boys have the rest?


domingo, 4 de maio de 2014

Escape to the Cape.

Querida Sofia, 
Depois de anos a massacrar-te, a dizer que Cape Town era a cidade mais linda do (meu) mundo, tive de voltar e aqui estou nos últimos dias. A beber, a observar, fotografar, amar, apaixonar-me, comer, pensar, viver. Já volto, com milhares de fotos. Entretanto, já sabes: relatos em directo, é no Facebook e Instagram do blog. 

Dear Sophie, 
After spending the past few years shoving down your throat that Cape Town is my world's most beautiful city, I had to escape to the Cape again for a few days. I have been drinking, observing, feeling, thinking, eating, loving and falling in love, LIVING. I will be right back with countless and breathtaking photos. In the meantime, you know how I roll: follow the trip live on Instagram and Facebook. 
 


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 10 - The Arts and Crafts Fair

 
Querida Sofia,
Última carta sobre Maputo: para acabar a esta minha etapa na procura de tornar-me mais Africana, fui à FEIMA - Feira de Artesanato (Flores e Gastronomia) de Maputo, na Mao Tsé Tung, perto do Polana Serena Hotel. Adorei ver como lá expõem a arte, que sejam quadros, malas, tecidos e tantas outras coisas. Achei os artesãos muito engenhosos e o mostruário de bolsas nada tem a dever a qualquer Loja de Departamento do mundo. Levei alguns brincos e 7 pulseiras. E o coração cheio de Maputo. Entretanto, podes encontrar um recapitulativo com tudo o que vi em Maputo aqui. Seguem brevemente dicas sobre a África do Sul. Fica ligada!
 
Todas as fotos após a tradução.
 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 9 - Brunch @ Polana Serena Hotel

 
Querida Sofia,
Esta será a minha penúltima carta sobre Maputo – por agora – e marca um dos momentos mais fortes da minha viagem. Como fazer a Elite feliz? Basta pôr-me perante as três condições seguintes: à frente de comida (1), se possível num Brunch de Domingo (2) e, se possível também, num hotel de luxo (3). Combinar os três ao mesmo tempo? Fico em êxtase – e até lembrei dos brunchs no Hotel Amour em Paris, mas o ambiente desta vez foi outro.
 
Acordamos cedíssimo no domingo de manhã e fomos ao Polana Serena Hotel, um hotel histórico de Maputo. Já li que tem 4 estrelas e meia, já li que tem cinco, então vamos apenas aqui dizer que é um hotel lindíssimo, cheio de história e um dia sumarento ajudou no ambiente e nas fotos.
 
O buffet é absolutamente maravilhoso e rico, de cereais a frutas, sumos e sopas detox (bebi um shot detox com gengibre que me desinfectou o corpo todo por dentro), comidas quentes e frias, saladas e lacticínios. Muita da pastelaria era de influência inglesa, como os crossbuns que já tinha provado da Marks & Spencer. Tudo estava divino e comemos na terrasse do hotel. Um bocadinho quente demais para mim (efeito de estufa devido às janelas envidraçadas), mas completamente suportável. Quando voltar a Maputo, vai ser de novo um destino obrigatório.
 
Aproveitámos também para tirar fotos à piscina, aos jardins, ao lobby e ao único elevador do hotel, de época e único. Sinto-me muito abençoada por ter estado em lugar tão lindo. Amo a minha vida. Não o digo o suficiente, infelizmente.
 
Dá para sentir que recomendo COMPLETAMENTE uma visita a este hotel?
 
 
Todas as fotos após a tradução.
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

16 months



Ainda há músicas quase perfeitas por aí, que exprimem quase tudo o que queremos.
There are still some almost perfect songs out there, that almost perfectly express everything we feel.
 
KASKADE - "Words & Melody"
I wanted to bring it back
To just words and to melody
But I still need to pay the bills
So I want you to want what I give
 
I'm not going to lie to you
I've not always been true
But I'm hoping you'll find the good
'Cause I'm letting go of the dream
I want you to know what I mean
 
As I ready to board the plane
Forget where I'm going
Could you just try with me?
Wanting to be who we are
We might be going far
Waiting for this flight
I'm sure we won't get sleep tonight
 

Becoming more African: Maputo, Mozambique Part 8 - Currency, Life Style and News


Querida Sofia,
Sendo um país novo para mim, não conhecia a moeda de Moçambique além do nome. Aqui seguem algumas imagens dos Meticais. Para informação, 1 dólar americano (ou 100 Kwanzas) = 30 Meticais. A cara do primeiro presidente, Samora Machel, é a vedeta de todas as notas. Uma coisa que me fascinou: algumas das notas têm um espaço transparente no topo à esquerda.

Leia mais sobre Maputo aqui. Read more about Maputo here.

Todas as fotos após a tradução.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

WiWtW: What I Wore This Week - Part XX: Layering hard.



Ano passado, com saia Banana Republic / Last year's look, with a Banana Republic skirt



Querida Sofia,
Se estiveres à espera de fatiotas tchan-nan, bateste à porta errada: esta foi a semana mais clássica do meu ano, com uma série de reuniões difíceis nas quais tive de participar ou conduzir, assim, umas a seguir às outras. O tema chave, sem fazer de propósito, foi vestir-me à cebola, com sobreposições de colete com camisa, camisa com vestido, vestido com vestido.
Todas as fotos após a tradução.